quinta-feira, 20 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Cantábile

Me ficará vivo o
encanto em qual
fui envolvido por ti
como o alvor irremediável e
legítimo de um milagre filarmônico
que desenvolvido
em meu íntimo
o resplandeceu
propagando
meu coração por
todo o espírito.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mural 3#

O Astronauta e a Fotossíntese

Quando digo que te amo não digo que te amo, somente.
Digo que estou vasto de um instinto inestimavelmente humano;
digo que estou repleto de uma vulnerabilidade secreta, invencível
e radiante.

Não te digo te amo para pedir igual retribuição de tua parte.
Não te digo te amo para que me devolvas algo que jamais foi se
não teu antes de mim, mas que agora, se repartindo , tem para si
o que jamais foi se não meu antes de ti.

Quando digo que te amo não apenas
cresço enquanto perco alcance e ganho altura.
Cresço enquanto perco altura e ganho alcance, incessantemente:
Ultrapassando dimensões e expadindo limites; entregando,
permitindo, concebendo e admitindo. E não; duvidando,
descuidando, escondendo e ressentindo.
O amor de onde extraio que te amo gosta de querer-te e isso
gera a sua vitalidade simplesmente porque é adorando adorando
e te adorando e adorando que ele se torna o que é.

Quando te amo, mas não digo, te amo como único protetor de
um misticismo delicado e esclarecedor de perguntas que nem
mesmo chegarei a viver à cura das repostas.
E, sobretudo, quando digo que te amo digo que eu te amo
nem sabendo como ou o quanto, uma vez que se entendesse de que modo te amo,
logo estaria correndo o decifrável risco de também saber como não te amar.

Por isso, quando disser ‘’eu-te-amo’’ não
estarei dizendo que te amo, somente:

estou em fotossíntese diante da imortalidade.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Silhuetas

Que tuas pernas sejam minhas asas e
teus abraços pelas minhas costas, saiam
E meus músculos nas suas tremulas buscas
encontraram assaz força nos teus beijos.

Que tuas mãos sejam minhas marcas e
que teus seios intensos e morenos em
meus lábios se suponham preenchidos de ti
E eu, pássaro, ei de esforçar as minhas asas e te
sentir voar, abertamente.

Que tuas formas, entre dentes
Dentre
me tenham e que teus ais aos
meus recheios, Fénix
até que eu Pôr-do-sol

E então as àguas em dócil fluxo ganharam
os largos timbres das incessantes nascentes
e os compostos em repouso morno
enfim, encontraram em nós
uma só convicção.

Pierre Verger

quarta-feira, 3 de março de 2010

Fractal

Que dimensão de azul céu ou mar cá por
dentro terá outro carinho em contemplação que
não esse 'crescendo' repleto de fascínio e devoção?
Que outra regência resplandecendo em
latente resignação haverá, Moça na janela?
E que mistério da vida agora não passará de
um menino machucado da fé que lhe fará voar?

E que vontade ofuscante de te levar;
de rir; de ganhar; de esqueçer e de me perder contigo!
E de repente foliões confetes e evoluções
celebrando anseios bem mais que humanos; remissíveis.
E ficar e ficar vivenciando as delícias dessas cores,
escutando o ar bem vindo nas folhas mais do que vivas; verdes.
E rodar, correr, pular e nunca mais temer.
Depois - quando, não sei - rodar de liberdade
até nos vermos caidos no meio das plantações.

E esse presente, Santo Deus!
E esse presente como um presente das
festas boas, esperadas desde o fim das chuvas.
E,
nem sei...

Talvez dizer pro povo todo que eu encontrei a
cura pra's coisas que fazem a gente ficar triste.